Trump apaga publicação em que aparece como Jesus após indignação pública
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou nesta segunda-feira (13) uma imagem nas redes sociais que parecia retratá-lo como Jesus Cristo, após uma onda de críticas de líderes religiosos que o acusaram de blasfêmia.
A imagem publicada na Truth Social mostrava Trump com uma túnica branca e um manto vermelho, tocando a testa de um homem que parecia doente e irradiando luz sobre sua cabeça.
Uma bandeira americana aparecia ao fundo, entre águias e soldados no céu, além da Estátua da Liberdade e de várias pessoas que olhavam para o presidente com reverência.
A imagem gerada por IA foi publicada na noite de domingo e retirada nesta segunda-feira.
Questionado sobre a publicação, Trump negou que estivesse tentando se parecer com Jesus Cristo.
"Sim, publiquei, e pensei que era eu como médico e que tinha a ver com a Cruz Vermelha", disse a jornalistas. "Supõe-se que sou eu como médico, fazendo as pessoas melhorarem. E eu faço as pessoas melhorarem. Faço as pessoas melhorarem muito."
A publicação provocou uma onda de indignação entre vários cristãos conservadores de destaque que estão entre os maiores apoiadores de Trump e de seu movimento Maga.
"Não sei se o presidente achou que estava sendo engraçado ou se está sob a influência de alguma substância ou que possível explicação poderia ter para esta BLASFÊMIA ESCANDALOSA", escreveu no X Megan Basham, jornalista e comentarista conservadora.
"Ele tem que retirar isso imediatamente e pedir perdão ao povo americano e depois a Deus", acrescentou.
Trump já usou imagens religiosas em suas publicações. Durante seu julgamento por fraude bancária em 2023, compartilhou um desenho feito por um apoiador no qual aparecia sentado ao lado de Jesus no tribunal.
Seus assessores já o apresentaram várias vezes em um papel semelhante ao de Jesus.
Durante um almoço de Páscoa na Casa Branca, no início de abril, Paula White-Cain, uma televangelista que tem sido sua conselheira espiritual, comparou Trump a Jesus Cristo.
"O senhor foi traído, preso e falsamente acusado. É um padrão familiar que nosso Senhor e Salvador nos mostrou", afirmou.
P. Duarte--JDB