Polícia não considera 'suspeito' o incêndio em uma loja kosher em Londres
O incêndio que atingiu nesta quarta-feira (27) um supermercado kosher no bairro londrino de Golders Green, recentemente alvo de ataques contra a comunidade judaica, não ocorreu em circunstâncias suspeitas, anunciou a polícia.
"Após uma investigação conjunta com os bombeiros, o incêndio não é considerado suspeito e parece ter sido causado por um problema elétrico", afirmou a polícia em comunicado.
"Compreendemos a preocupação e o transtorno que este incidente possa ter causado à comunidade local, assim como aos moradores e trabalhadores da região. Queremos tranquilizar os moradores: não há indícios de que tenha sido um ato premeditado ou deliberado", acrescentou o comunicado.
O incidente ocorreu após uma série de ataques incendiários contra sinagogas e locais comunitários nos últimos meses em Golders Green e seus arredores, no norte de Londres, onde mora uma importante população judaica.
A região também foi cenário, no fim de abril, de um ataque com faca contra dois homens judeus.
O incêndio, que não causou feridos, começou no supermercado Kosher Kingdom pouco antes das 7h00 (3h00 no horário de Brasília).
Segundo os bombeiros, o prédio afetado "tem três andares e inclui uma loja no térreo e apartamentos nos andares superiores".
Os bombeiros pediram ao público que evitasse a área enquanto trabalhavam para extinguir o incêndio.
Um funcionário do supermercado, Jay Shah, de 70 anos, disse à AFP que foi alertado sobre o incêndio por telefone. "Acho que está vindo do depósito dos fundos", disse ele enquanto visitava o local, observando que havia freezers, refrigeradores e outros equipamentos lá.
Um grupo relativamente desconhecido vinculado ao Irã, Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (HAYI), reivindicou a responsabilidade por quase todos os incidentes registrados recentemente contra locais comunitários, segundo o SITE Intelligence Group.
Em resposta, a polícia de Londres criou uma nova equipe para garantir a segurança da comunidade judaica da capital, integrada inicialmente por 100 agentes adicionais.
L. Rodrigues--JDB