Afegão que baleou militares em Washington teria se radicalizado nos EUA
O cidadão afegão que atirou em dois agentes da Guarda Nacional em Washington pode ter se radicalizado após chegar aos Estados Unidos, disse a secretária de Segurança Interna em uma entrevista neste domingo (30).
Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, é acusado de homicídio pela morte de uma integrante da Guarda Nacional de 20 anos durante um ataque a tiros na última quarta-feira perto da Casa Branca. Outro soldado ficou gravemente ferido.
"Direi que acreditamos que ele se radicalizou desde que veio para o país", disse a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, durante um programa do canal NBC.
"Acreditamos que foi através de conexões em sua comunidade e estado de origem, e continuaremos conversando com aqueles que interagiram com ele, que eram membros de sua família, que falaram com eles", disse Noem em outra entrevista à ABC.
Lakanwal entrou nos Estados Unidos como parte de um programa de reassentamento após a retirada militar americana do Afeganistão em 2021.
Ele foi membro das "unidades zero" dos serviços afegãos, um grupo antiterrorista apoiado pela CIA, segundo a imprensa americana.
Como residente do estado de Washington, Lakanwal dirigiu pelo país para realizar o ataque armado a algumas quadras da Casa Branca, um ato que chocou os americanos na véspera do feriado de Ação de Graças.
De acordo com relatos da imprensa, o governo de Donald Trump concedeu asilo a Lakanwal em abril de 2025, mas vários de seus funcionários culpam a administração de Joe Biden por uma supervisão insuficiente durante a ponte aérea afegã.
Noem disse ao canal ABC que Lakanwal "talvez tenha sido verificado" após entrar nos Estados Unidos, mas afirmou que isso "não foi feito corretamente".
"Joe Biden, o corrupto, e a chamada 'Czar da Fronteira', Kamala Harris, realmente arruinaram nosso país ao deixar entrar qualquer um e todos sem nenhum controle ou verificação!", declarou Trump neste domingo em sua rede Truth Social.
Segundo funcionários americanos, antes de chegar aos Estados Unidos, Lakanwal havia servido em uma unidade de "força parceira" apoiada pela CIA no Afeganistão que combatia os talibãs.
Após o ataque, os Estados Unidos suspenderam os vistos para todos os cidadãos afegãos e congelaram as decisões em todos os casos de asilo.
M. Silva--JDB